Conheça mais sobre Giu de Jong:
“Cariocas são pessoas
extrovertidas, de bem com a vida, trabalhadoras, e que só querem ser felizes!”.
Essa é a resposta do Yahoo para a
descrição de um Carioca.
Giuliana
de Jong, 19 anos, nasceu no Rio de Janeiro. Em entrevista ao site do Cyber Voc@l prova que o senso comum da
garota carioquinha não corresponde ao seu estilo alternativo. E começa “Sou
meio hardcore, falo logo!”.
- Prefere frio?
Acho que a única coisa na qual não sou fã dos extremos é
nisso de clima... Odeio calor demais e frio demais também não colabora nas
saídas.
- Então você é uma adoradora de extremos? Quais lhe cativam?
Em tudo! É até meio assustador, sabe... Se for pra beber,
vou beber até cair. Se for pra fumar, que seja o maço inteiro. Acho que em
quase tudo. Nossa, pouco devassada! Hahahaha
- Suas três paixões são o álcool, o cigarro e a música?
Ah, me sinto meio perdida no mundo respondendo isso com
tanta certeza... Mas sim!
Até o atual momento, são as coisas que mais me dão prazer,
coincidentemente, paixões... Né?
- Um amigo disse, certa vez, que tudo o que lhe proporciona prazer, consequentemente, proporciona dor. Você seria apaixonada pela dor, então?
Caramba, que pergunta profunda! (risos) Não é a toa que você
estuda jornalismo! Não, cara. É exatamente o que acontece comigo... Tem uma
frase - que inclusive será minha próxima tatuagem - que diz "Art never
comes from happiness". Essa frase reflete exatamente meu modo de pensar. Não
é a toa que as melhores composições nasceram de um momento triste e meus
maiores ídolos eram cheios de problemas nesse quesito. Não consigo cantar
músicas alegres demais.
- Você não é hipócrita. É meio senso comum, mas sabemos que o ser humano tende a gostar de sofrer. Se você canta só coisa alegre, você é hipócrita e não canta o real, o mundo, a humanidade que há em você.
Adoro ouvir música de fossa! O mundo não é alegre, sabe? Me
sinto falsa cantando algo com uma mensagem utópica demais.
- Seus ídolos? Amy? Quem mais?
Amy Winehouse todo mundo sabe, né?! (risos)
Kurt Cobain, Elvis Presley, Frank Sinatra, Aretha Franklin, Ella Fitzgerald. Tenho mais ídolos no jazz porque eles ousam mais na forma de cantar. Joe Cocker. Tem vários! Etta James!!!!! Todos os véio e falecido!
Kurt Cobain, Elvis Presley, Frank Sinatra, Aretha Franklin, Ella Fitzgerald. Tenho mais ídolos no jazz porque eles ousam mais na forma de cantar. Joe Cocker. Tem vários! Etta James!!!!! Todos os véio e falecido!
- Mas alguns desses seus ídolos fizeram sucesso através de uma arte que surgiu da felicidade.
Tipo Frank Sinatra?
- Alguns são famosos pelo romantismo, também. E não de uma forma geral, mas quase todos tem momentos auge de alegria presentes na sua música.
E romantismo não é uma grande merda? Todos usuários de droga.
"Alegria". Mas concordo, nem todos são depressivões. Por isso tenho
minha ordem de preferência. Tenho que refletir mais pra responder isso de
influência, difícil demais!
- Gostaria de saber como começou a sua história musical, e como foi adquirindo determinadas influências?
Ah, eu canto só há dois anos. Na verdade, falavam que eu
cantava mal antes dessa idade... E eu cantava mais no chuveiro. Mas comecei a
ter aula de violão e o professor dizia "canta, você canta bem". E aí
eu comecei a ganhar uns pontinhos de confiança, ele gerou o stopin de tudo, organizou
pocket shows pra mim pra no máximo 50 pessoas, já com 18 ganhei um notebook em
um show de talentos e depois tentei e quase sucedi uma entrada pro The Voice Brasil.
Nada de grande relevância. Não apanhava dos meus pais nem nada disso (risos).
- E de onde surgiu essa crença no sofrimento então?
Sempre fui meio melancólica (risos). As vezes gosto de
inventar histórias tristes na minha cabeça e acreditar nelas. Pouco louca, né??
(risos). Tem uma letra do Nirvana que diz "I miss the confort in being
sad" é bem isso!
- Que parada foi essa do concurso de talento? E do The Voice?
Era na minha escola! Uma coisinha bem boba mesmo... Mas
perdi para uma garota que cantava no coral da Igreja da escola... Era um
colégio de freiras (minha cara, né?). A história do The Voice é meio
complicada... Bom, eu fiz o teste e não fui muito "simpática" com o
diretor do programa, mas eles relevaram e me passaram para a próxima etapa de
seleção. Só tinha um pessoal metido, ficavam se gabando por terem CD's gravados
já e eu fui de mãos abanando porque né. Acontece que na época que eles falaram
que iam me ligar viajei para o Uruguay com minha família. Até hoje não sei se
eles iam mesmo me ligar... Só sei que enviaram e-mail para todos os
participantes que não foram chamados dizendo para que estes tentassem novamente
no ano seguinte e para mim: nada.
- Tem alguma coisa que você gostaria de me contar a mais? Quais as suas expectativas com a competição? E por que resolveu participar?
Sim, quero dizer que sou meiga, simpática, amigável, um amor
de pessoa e quero ser adotada. Mentira. Não sei? Eu quis participar pelo fato
de você ter me passado a imagem de ser uma pessoa super legal, responsável e
tudo mais e por ser uma oportunidade de expor meu "trabalho" e trazer
algum tipo de entretenimento para as pessoas. E tomara que elas gostem!

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