sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A inspiração boêmia de DE JONG

Conheça mais sobre Giu de Jong:



“Cariocas são pessoas extrovertidas, de bem com a vida, trabalhadoras, e que só querem ser felizes!”. Essa é a resposta do Yahoo para a descrição de um Carioca.
               Giuliana de Jong, 19 anos, nasceu no Rio de Janeiro. Em entrevista ao site do Cyber Voc@l prova que o senso comum da garota carioquinha não corresponde ao seu estilo alternativo. E começa “Sou meio hardcore, falo logo!”.

- Prefere frio?
Acho que a única coisa na qual não sou fã dos extremos é nisso de clima... Odeio calor demais e frio demais também não colabora nas saídas.

- Então você é uma adoradora de extremos? Quais lhe cativam?
Em tudo! É até meio assustador, sabe... Se for pra beber, vou beber até cair. Se for pra fumar, que seja o maço inteiro. Acho que em quase tudo. Nossa, pouco devassada! Hahahaha

- Suas três paixões são o álcool, o cigarro e a música?
Ah, me sinto meio perdida no mundo respondendo isso com tanta certeza... Mas sim!
Até o atual momento, são as coisas que mais me dão prazer, coincidentemente, paixões... Né?

- Um amigo disse, certa vez, que tudo o que lhe proporciona prazer, consequentemente, proporciona dor. Você seria apaixonada pela dor, então?
Caramba, que pergunta profunda! (risos) Não é a toa que você estuda jornalismo! Não, cara. É exatamente o que acontece comigo... Tem uma frase - que inclusive será minha próxima tatuagem - que diz "Art never comes from happiness". Essa frase reflete exatamente meu modo de pensar. Não é a toa que as melhores composições nasceram de um momento triste e meus maiores ídolos eram cheios de problemas nesse quesito. Não consigo cantar músicas alegres demais.

- Você não é hipócrita. É meio senso comum, mas sabemos que o ser humano tende a gostar de sofrer. Se você canta só coisa alegre, você é hipócrita e não canta o real, o mundo, a humanidade que há em você.
Adoro ouvir música de fossa! O mundo não é alegre, sabe? Me sinto falsa cantando algo com uma mensagem utópica demais.

- Seus ídolos? Amy? Quem mais?
Amy Winehouse todo mundo sabe, né?! (risos)
Kurt Cobain, Elvis Presley, Frank Sinatra, Aretha Franklin, Ella Fitzgerald. Tenho mais ídolos no jazz porque eles ousam mais na forma de cantar. Joe Cocker. Tem vários! Etta James!!!!! Todos os véio e falecido!

- Mas alguns desses seus ídolos fizeram sucesso através de uma arte que surgiu da felicidade.
Tipo Frank Sinatra?

- Alguns são famosos pelo romantismo, também. E não de uma forma geral, mas quase todos tem momentos auge de alegria presentes na sua música.
E romantismo não é uma grande merda? Todos usuários de droga. "Alegria". Mas concordo, nem todos são depressivões. Por isso tenho minha ordem de preferência. Tenho que refletir mais pra responder isso de influência, difícil demais!

- Gostaria de saber como começou a sua história musical, e como foi adquirindo determinadas influências?
Ah, eu canto só há dois anos. Na verdade, falavam que eu cantava mal antes dessa idade... E eu cantava mais no chuveiro. Mas comecei a ter aula de violão e o professor dizia "canta, você canta bem". E aí eu comecei a ganhar uns pontinhos de confiança, ele gerou o stopin de tudo, organizou pocket shows pra mim pra no máximo 50 pessoas, já com 18 ganhei um notebook em um show de talentos e depois tentei e quase sucedi uma entrada pro The Voice Brasil. Nada de grande relevância. Não apanhava dos meus pais nem nada disso (risos).

- E de onde surgiu essa crença no sofrimento então?
Sempre fui meio melancólica (risos). As vezes gosto de inventar histórias tristes na minha cabeça e acreditar nelas. Pouco louca, né?? (risos). Tem uma letra do Nirvana que diz "I miss the confort in being sad" é bem isso!

- Que parada foi essa do concurso de talento? E do The Voice?
Era na minha escola! Uma coisinha bem boba mesmo... Mas perdi para uma garota que cantava no coral da Igreja da escola... Era um colégio de freiras (minha cara, né?). A história do The Voice é meio complicada... Bom, eu fiz o teste e não fui muito "simpática" com o diretor do programa, mas eles relevaram e me passaram para a próxima etapa de seleção. Só tinha um pessoal metido, ficavam se gabando por terem CD's gravados já e eu fui de mãos abanando porque né. Acontece que na época que eles falaram que iam me ligar viajei para o Uruguay com minha família. Até hoje não sei se eles iam mesmo me ligar... Só sei que enviaram e-mail para todos os participantes que não foram chamados dizendo para que estes tentassem novamente no ano seguinte e para mim: nada.

- Tem alguma coisa que você gostaria de me contar a mais? Quais as suas expectativas com a competição? E por que resolveu participar?
Sim, quero dizer que sou meiga, simpática, amigável, um amor de pessoa e quero ser adotada. Mentira. Não sei? Eu quis participar pelo fato de você ter me passado a imagem de ser uma pessoa super legal, responsável e tudo mais e por ser uma oportunidade de expor meu "trabalho" e trazer algum tipo de entretenimento para as pessoas. E tomara que elas gostem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário