quarta-feira, 30 de julho de 2014

Entre cordas e acordes, trabalho e prazer

Ele diz que odeia de falar sobre si mesmo, mas conta com orgulho e riqueza de detalhes a própria origem. Preza pela criatividade e pelo pensar diferente, mas costuma fugir de discussões espinhosas. Seria arquiteto ou arqueólogo. Contradição ou excentricidade? Descubra nas linhas a seguir....

Por Claiton César


1) Eric Jones Leuthier. Até o teu nome é sonoro...

Tem um Sousa no meio, que é pra esfregar na cara minha nacionalidade (risos).Eric Jones de Sousa Leuthier, mas como o penúltimo nome pode ser abreviado, ou mesmo suprimido, eu, geralmente, uso Eric Jones Leuthier, ou Eric Jones de S. Leuthier. Só pra deixar claro, eu não tenho vergonha nenhuma do Sousa!

2) Qual a origem de Leuthier?
Leuthier é de origem francesa. Eu acredito que seja uma variação do título dado ao profissional especializado na construção e no reparo de instrumentos de corda: “luthier”. Embora o título seja francês, é assim que eles são chamados aqui também. O sobrenome veio por parte do meu pai.

3) Então, a música está no teu DNA?
Acho que sim, né? Se for mesmo, então, ela demorou 15 anos pra se manifestar. Ao contrário de muita gente que já desperta interesse pelo canto desde criança, eu só “me descobri” como cantor no meio da adolescência. Até então, nunca tive muito interesse e nem pretensão em desenvolver o canto. Mal sabia eu que estaria entrando numa área que seria fundamental pra minha vida. Hoje, música faz parte do dia-dia. Sempre digo que minha vida é um grande musical, pra cada momento, tenho uma música. Pra cada pergunta, respondo com uma música. Pra chamar alguém, eu chamo cantando. :P

4) E a literatura? Você escreve para blogs. Fale um pouco sobre isso...
Essa é outra área que só despertou mais tarde, ainda mais tarde que a música. Comecei a ter prazer pela leitura relativamente tarde, com cerca de 19 anos. Desde então, tive prazer em escrever também. Não tenho um formato específico, gosto de poemas, crônicas e até algumas músicas...

5) Além de um músico considerado criativo, você também é publicitário. A criatividade artística influenciou na tua escolha profissional ou esta é que influenciou tua arte?
Rapaz, pra ser bem sincero, nunca associei minha profissão atuante à área musical. Eu acredito que a criatividade faz parte da minha vida de um modo geral, sabe? É aquele lance de não conseguir viver e ver as coisas da mesma forma sempre, na monotonia. É sempre bom pensar diferente, fora da caixa. Talvez, as duas áreas possam não se associar muito diretamente, mas, com certeza, a criatividade é algo comum entre elas.  O que é bom, porque uma reforça a outra. Amo tanto a publicidade quanto a música, então, acredito que o fato de ter prazer fazendo o que faz te impulsiona mais a se envolver e a se doar.

6) Segundo você, música e publicidade são as tuas maiores paixões. Se, por algum motivo, você não as praticasse, o que seria?
Não consigo associar minha vida sem exercer nenhuma das duas funções. Pensando no que eu tenho interesse em aprender (não necessariamente em trabalhar), seria Arquitetura, ou mesmo Arqueologia. Eu sei que não tem nada a ver, mas são esses dois mesmo.

7) Já que estamos falando dessas duas formas de linguagem, qual a tua opinião sobre a música gospel? Mais especificamente, sobre o argumento daqueles que a criticam por, segundo eles, transformar a palavra de Deus em mercadoria?
Há quem transforme a música gospel em mercadoria, e isso é fato. Inegável. Entretanto, há os que não enxergam bem assim. Já há um tempo, você pode encontrar movimentos entre cristãos, justamente, contra esse tipo de atitude, inclusive de alguns próprios artistas cristãos. Sempre tive uma visão pessoal sobre isso. Acredito na Bíblia como regra de fé e prática, e uma das coisas que ela afirma é que o que de graça recebemos de graça devemos dar. Acredito eu que cantar é um dom, se eu o recebi e o uso para propagar a mensagem de Cristo, não vejo sentido em cobrar para falar de/cantar sobre Deus. Essa é uma questão um tanto quanto delicada de lidar, há argumentos pró e contra isso, mas aí já entra num outro nível de discussão. :D

8) Você é de um bom-humor contagiante. O que te tira do sério?
Fome. Brincadeira. Obrigado por achar isso de mim. Hehehehe. Então, o que me deixa irritado e profundamente chateado é quando mentem sobre mim, quando afirmam algo sobre mim que não seja verdade. Isso me consegue deixar profundamente chateado. Mas não sou explosivo, eu me retorço todinho, mas acabo internalizando tudo, o que só me deixa pior, mas passa. Prefiro passar 30 minutinhos – ou um dia, uma semana – mal, mas na minha, a explodir e correr o risco de me prejudicar ou prejudicar outra pessoa mais seriamente.

9) O que você espera da tua participação na Cyber Vocal?
Espero ganhar. Heheheheheh. Ok, brincadeiras à parte. Amizades já fiz, mas quero mais. Aprendizado tenho conseguido, mas quero mais também. Eu espero que eu tenha inspirado e inspire outras pessoas a se doarem para a música. :D

10) Se esta entrevista fosse sobre o lançamento do álbum de estreia do cantor Eric Leuthier, como o publicitário Eric Jones de Sousa Leuthier o venderia aos leitores do blog? Quais seriam os conceitos, os atributos a destacar?
Gente, quanta astúcia. Que pergunta! Odeio falar sobre mim, sério. Acho que ressaltaria o fato de que seria um trabalho extremamente pessoal e conceitual. Provavelmente, venderia assim: “Gente, achei um cd arretado, ouçam. Recomendo!”. Hehehehehhehe. Espero não ser demitido por isso.

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