Ele diz que odeia de
falar sobre si mesmo, mas conta com orgulho e riqueza de detalhes a própria
origem. Preza pela criatividade e pelo pensar diferente, mas costuma fugir de
discussões espinhosas. Seria arquiteto ou arqueólogo. Contradição ou
excentricidade? Descubra nas linhas a seguir....
Por Claiton César
1) Eric Jones
Leuthier. Até o teu nome é sonoro...
Tem
um Sousa no meio, que é pra esfregar na cara minha nacionalidade (risos).Eric Jones de Sousa Leuthier,
mas como o penúltimo nome pode ser abreviado, ou mesmo suprimido, eu,
geralmente, uso Eric Jones Leuthier, ou Eric Jones de S. Leuthier. Só pra
deixar claro, eu não tenho vergonha nenhuma do Sousa!
2) Qual a origem de
Leuthier?
Leuthier
é de origem francesa. Eu acredito que seja uma variação do título dado ao
profissional especializado na construção e no reparo de instrumentos de corda:
“luthier”. Embora o título seja francês, é assim que eles são chamados aqui
também. O sobrenome veio por parte do meu pai.
3) Então, a música
está no teu DNA?
Acho
que sim, né? Se for mesmo, então, ela demorou 15 anos pra se manifestar. Ao
contrário de muita gente que já desperta interesse pelo canto desde criança, eu
só “me descobri” como cantor no meio da adolescência. Até então, nunca tive
muito interesse e nem pretensão em desenvolver o canto. Mal sabia eu que
estaria entrando numa área que seria fundamental pra minha vida. Hoje, música
faz parte do dia-dia. Sempre digo que minha vida é um grande musical, pra cada
momento, tenho uma música. Pra cada pergunta, respondo com uma música. Pra
chamar alguém, eu chamo cantando. :P
4) E a literatura?
Você escreve para blogs. Fale um pouco sobre isso...
Essa
é outra área que só despertou mais tarde, ainda mais tarde que a música.
Comecei a ter prazer pela leitura relativamente tarde, com cerca de 19 anos.
Desde então, tive prazer em escrever também. Não tenho um formato específico,
gosto de poemas, crônicas e até algumas músicas...
5) Além de um músico
considerado criativo, você também é publicitário. A criatividade artística
influenciou na tua escolha profissional ou esta é que influenciou tua arte?
Rapaz,
pra ser bem sincero, nunca associei minha profissão atuante à área musical. Eu
acredito que a criatividade faz parte da minha vida de um modo geral, sabe? É
aquele lance de não conseguir viver e ver as coisas da mesma forma sempre, na
monotonia. É sempre bom pensar diferente, fora da caixa. Talvez, as duas áreas
possam não se associar muito diretamente, mas, com certeza, a criatividade é
algo comum entre elas. O que é bom,
porque uma reforça a outra. Amo tanto a publicidade quanto a música, então,
acredito que o fato de ter prazer fazendo o que faz te impulsiona mais a se
envolver e a se doar.
6) Segundo você, música
e publicidade são as tuas maiores paixões. Se, por algum motivo, você não as
praticasse, o que seria?
Não
consigo associar minha vida sem exercer nenhuma das duas funções. Pensando no
que eu tenho interesse em aprender (não necessariamente em trabalhar), seria
Arquitetura, ou mesmo Arqueologia. Eu sei que não tem nada a ver, mas são esses
dois mesmo.
7) Já que estamos
falando dessas duas formas de linguagem, qual a tua opinião sobre a música
gospel? Mais especificamente, sobre o argumento daqueles que a criticam por,
segundo eles, transformar a palavra de Deus em mercadoria?
Há
quem transforme a música gospel em mercadoria, e isso é fato. Inegável.
Entretanto, há os que não enxergam bem assim. Já há um tempo, você pode
encontrar movimentos entre cristãos, justamente, contra esse tipo de atitude,
inclusive de alguns próprios artistas cristãos. Sempre tive uma visão pessoal
sobre isso. Acredito na Bíblia como regra de fé e prática, e uma das coisas que
ela afirma é que o que de graça recebemos de graça devemos dar. Acredito eu que
cantar é um dom, se eu o recebi e o uso para propagar a mensagem de Cristo, não
vejo sentido em cobrar para falar de/cantar sobre Deus. Essa é uma questão um
tanto quanto delicada de lidar, há argumentos pró e contra isso, mas aí já
entra num outro nível de discussão. :D
8) Você é de um
bom-humor contagiante. O que te tira do sério?
Fome.
Brincadeira. Obrigado por achar isso de mim. Hehehehe. Então, o que me deixa
irritado e profundamente chateado é quando mentem sobre mim, quando afirmam
algo sobre mim que não seja verdade. Isso me consegue deixar profundamente chateado.
Mas não sou explosivo, eu me retorço todinho, mas acabo internalizando tudo, o
que só me deixa pior, mas passa. Prefiro passar 30 minutinhos – ou um dia, uma
semana – mal, mas na minha, a explodir e correr o risco de me prejudicar ou
prejudicar outra pessoa mais seriamente.
9) O que você espera
da tua participação na Cyber Vocal?
Espero
ganhar. Heheheheheh. Ok, brincadeiras à parte. Amizades já fiz, mas quero mais.
Aprendizado tenho conseguido, mas quero mais também. Eu espero que eu tenha
inspirado e inspire outras pessoas a se doarem para a música. :D
10) Se esta
entrevista fosse sobre o lançamento do álbum de estreia do cantor Eric
Leuthier, como o publicitário Eric Jones de Sousa Leuthier o venderia aos
leitores do blog? Quais seriam os conceitos, os atributos a destacar?
Gente,
quanta astúcia. Que pergunta! Odeio falar sobre mim, sério. Acho que
ressaltaria o fato de que seria um trabalho extremamente pessoal e conceitual.
Provavelmente, venderia assim: “Gente, achei um cd arretado, ouçam.
Recomendo!”. Hehehehehhehe. Espero não ser demitido por isso.

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