terça-feira, 4 de agosto de 2015

TRÊS VOZES, UMA ARTE

Nascido em berço musical, William Ribeiro começou a cantar profissionalmente desde muito cedo, mas só agora, aos 23 anos, vai lançar um CD com a  cara dele. Nesse meio tempo, o paranaense se formou em música, fez pós-graduação, começou a trabalhar como musicoterapeuta num centro de tratamento psicossocial e arranjou um tempo pra participar do Cyber Vocal, onde terminou na 6ª colocação. Mas ele não ficou plenamente satisfeito com a sua trajetória na competição.
Diferente dele, Isaac Dias pode ser considerado um “cantor amador”, mas no sentido mais essencial da palavra – aquele que ama cantar. Enquanto canta, toca e compõe, o baiano divide o tempo com outras paixões, como a faculdade de Engenharia Ambiental. No Cyber, a participação do estudante foi curta, mas nem por isso ele deixou de fazer bonito e ficar satisfeito com o que apresentou.
Jader Júnior tem uma autocrítica mais severa, mas apesar de ter sido eliminado da competição mais cedo do que gostaria, o capixaba conquistou muitos admiradores com seu timbre marcante, considerado por muitos o mais bonito  da 5a edição do Cyber Vocal.  Mais que isso, o universitário de 20 anos  afirma que também obteve ensinamentos com o jogo virtual.
Quer saber quais? Confira a entrevista na íntegra.

Isaac Dias todo style
1) Quando, como e por que você começou a cantar?
ID - Comecei a descobrir que tinha uma afinidade com o canto aos 14 anos, mesma época em que comecei a compor músicas. Então, descobri que, além de compor, eu cantava afinadamente com facilidade.
JJ - Há uns seis anos, depois de aprender a tocar violão, eu percebi que conseguia cantar direitinho sem sair do tom.
WR - Bom, primeiro de tudo, boa noite, gente. Boa noite, Jô! É um prazer estar aqui. Eu canto desde que me conheço por gente. Meus pais são músicos - minha mãe é bacharel em violão; e meu pai, em metais. Então já cresci nesse meio: ia às apresentações e cantava desde pequeno com minha mãe e tals. Mas profissionalmente e independente da família, comecei a cantar aos nove anos de idade, quando lancei meu primeiro disco GOSPEL! Uhum... eu era/sou ungido do Senhor! Lancei, então, o Justo e Sublime, por uma gravadora de Curitiba (Estrela da Manhã), aqui no Paraná. Enfim, foi um tempo legal: trabalhei três anos com ele, até o momento em que minha voz começou a mudar, e eu não aguentava mais cantar na tonalidade do CD. E pah... Então, quiseram produzir um segundo disco, contra minha vontade. Foi um tempo em que eu não gostava de me ouvir. Era horrível! Os rapazes que aqui cantam, acredito eu que passaram por isso.  Um dia, você canta em um tom; no outro, já não aguenta e tem que mudá-lo.  Então, apesar do tumulto para produzi-lo, lancei o projeto POP GOSPEL - um disco teen para adolescentes evangélicos, que foi um fiasco... ahuhauahhahuauhauhuuahau...
O "fiasco"
Não atingi as metas de venda para permanecer na gravadora porque eu não gostava de trabalhar daquela maneira, forçado, porque tinha que vender. E eu creio que, se é pra louvar a Deus, temos que fazer isso de coração; não por dinheiro ooount '-. Mas, enfim, acabei saindo do casting da gravadora com 15 anos e cresci como um adolescente rebelde gospel auhauhahuhauhauhahuuah - tocando rock nos eventos evangélicos e pah. Até os 19 anos, mais ou menos, que foi quando comecei a pegar muitos casamentos, formaturas, eventos em geral para cobrir. Não cabia mais apenas o gospel. Comecei a tocar todo tipo de música. Cantava desde os “modão da vida” até dragmusic kkkk' Enfim, minha trajetória musical foi essa... NEXT.

2) Como avalia a tua participação no Cyber Vocal?
ID - Sempre gostei de ser julgado por algo que eu goste muito de fazer. Não tenho medo de receber um “não”. Não desisto nem me entristeço. Participar do Cyber Vocal, pra mim, é uma forma de mostrar e divulgar o meu talento. Embora haja várias pessoas supertalentosas no Cyber, eu acredito que tenho o meu espaço, com a minha voz, com a minha identidade, e me sinto satisfeito em saber que muitas pessoas gostam e até se emocionam com a minha voz.
JJ – Ruim. Pra ser bem sincero, não fiquei nada feliz em ter saído ainda no segundo desafio.  Esperava mais de mim. Mas as tarefas do dia-dia me impediram de me concentrar em construir áudios competitivos.
WR - Para ser sincero, foi um desastre. Todos sabem que, quando posso, sou superativo em jogos musicais e tals. Mas quando começou o Cyber, na primeira semana, me lembro bem - foi quando gravei “Eu que não amo você”, dos Engenheiros -, minha garganta estava começando a doer, e eu achei que era apenas uma inflamação boba. (Segura que lá vem DRAMA). Tive um tumor benigno no pescoço, quando minhas amígdalas inflamaram, ficaram bem inchadas, fazendo essa bolinha (tumor) crescer, e fiquei censurado de cantar, pois os médicos ainda não tinham noção da gravidade do caso. Então, tentei sobreviver no jogo como pude, enviando áudios antigos. Nas últimas semanas, como estava grogue ao extremo devido à medicação e às terapias, esquecia da vida, de tudo, até dos prazos de entrega. Mal entrava na net também  e pah... Entrava mais em um dia e comentava tudo de uma vez auhauhuahahahuhua... Mas, enfim, foi legal! Nesse tempo, conheci gente nova, gente talentosa, gente como a gente, que ama o que faz e faz com prazer.  Paguei uns micos, mas faz parte da vida né, gente? Quem nunca aqui foi humilhado pelo coleguinha? Auhahuahuuahhauauh

3) Conte-nos um pouco sobre o depois da tua participação na competição.
 ID - Antes, eu não divulgava os áudios que eu gravava por medo de rejeição, mas depois do Cyber Vocal, me sinto mais seguro de mostrar, de me expor e de ser julgado.
JJ - Pude perceber que “somente” ter uma voz bela não ganha concursos e competições.
WR - No final de julho, levei alta do médico, sem precisar de cirurgia... (Glorifica de pé, gente! lol' ). E voltei a trabalhar no meu disco, que pretendo lançar até o fim do ano. Fiquei superfamoso! O Cyber me deu a visibilidade que qualquer artista deseja alcançar no país, me sinto um Scalene da vida  auhauhahuahhau (SQN!). Voltei pro sertão, peguei um harém de mulher, - aqueles uahauhauhahua  - e agora tô aqui no programa “QUE FIM LEVOU”, falando com vocês =D 
Jader Júnior muito bem acompanhado

4)  E quais teus planos pro futuro em termos musicais?
ID - Não penso no futuro em termos musicais, mas penso no presente. Amo cantar e nunca vou deixar de cantar. Não tenho ambições, simplesmente canto porque amo.
JJ – Não tenho planos profissionais para a música, infelizmente. Apesar de ser um sonho distante, estou no último período do curso de Engenharia Civil, e meu foco é esse.
WR - Bom, como já falei, estou finalizando meu disco que este ano será lançado (emnomedejesusopãovivoquedesceudocéuamém)..


 5) Cíntia, Lincoln ou Victor? Pra você, quem vence o Cyber Vocal 5? Por quê?
ID - Amo a voz de Cintia e do Lincoln, mas acho que quem ganha é o Victor. Eu, particularmente , viciei na voz dele.
JJ – Acho que o Lincoln vence, pela criatividade e Inteligência nos áudios. Mas vou torcer pela Cíntia, pois tem a voz de barzinho/MPB que eu reverencio.
WR - Cada um tem suas particularidades e, principalmente, propriedades vocais únicas. Quando ouço os três cantando, eu sei dizer exatamente quem é quem. Não rola essa questão de imitação ou até mesmo uma releitura aperfeiçoada de algum artista inspirador.  E é exatamente isso que um cantor atual deve ser e ter. Para ter algum destaque na carreira, o artista deve ser único e estabelecer uma digital vocal; e isso os três têm de sobra. Então, pra mim, já temos os vencedores. Independente da colocação, a final esta bem representada. 

William Ribeiro pedindo silêncio no ambiente hospitalar

FAIXA-BÔNUS ( pergunta + música) 

Pergunta-bônus Como você define sua identidade musical?
  ID – Soul + MPB.
Ouça a música com que ele obteve 5 "sim" na audição 

Pergunta-bônus Conte-nos detalhes sobre teu novo CD...
WR -  É um CD pop rock 90% autoral (uma das canções, uma música superfoda, foi um presente do Victor Dayube). O álbum é intitulado “2º Ato”, pois estou entrando em uma nova fase da minha vida, um segundo momento musical, mais amadurecido, estudado. Com uma produção onde participei em tudo: desde as composições, arranjos musicais, capa e encarte.  Então, é algo bem intimista, bem William Ribeiro mesmo. A primeira música de trabalho será “O Fim”, uma canção que retrata a briga de um casal, um término de romance e tals, inspirada em um casal que morava ao lado do apê do meu pai. Enfim, toda essa produção esta sendo superlegal. O CD tá ficando supermassa, nem parece que é meu... auhauuahuahauahahua 


Pergunta-bônus Em um vídeo da internet, você faz uma surpresa especial para pedir uma garota em namoro. Conte-nos alguma outra “loucura de amor” que  já fez.
JJ - Foi a primeira loucura de amor que eu fiz para alguém. Espero que não seja a última, mas também espero que sejam só para ela. Ah, a humilde música Fluir, que eu fiz, embora não seja uma loucura de amor, foi baseada no início da nossa relação.
Clique e ouça Fluir


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