Mariana Souza, 24
anos, é professora de inglês. Nasceu no Rio de Janeiro, e na cidade maravilhosa
desenvolveu o seu dom artístico para a música. Com um timbre quase angelical,
Mariana prova que a sua força feminina conquista aos poucos um espaço ainda não
preenchido nos concursos virtuais.
Mari, você é uma
veterana nas competições virtuais. Sabe o que é vencer uma competição. Poderia
compartilhar com a gente como é ser vencedora de um concurso de canto?
- Foi uma
experiência muito enriquecedora para mim. Eu nunca tinha participado de nenhum
concurso, até que veio o primeiro e tudo mudou. Eu conheci novas pessoas
maravilhosas, melhorei como cantora e com certeza minha confiança subiu
consideravelmente. Hoje sou jurada do mesmo concurso e posso dizer que com
força de vontade, perseverança e um dom, você chega a qualquer lugar.
O seu dom é a música?
Como o descobriu?
- Sim. Como já
disse várias vezes, nunca fiz aula de canto. Comecei a cantar em um coral da
escola com 8 anos de idade. De todas as crianças, eu fui a escolhida para fazer
um pequeno solo. Dali em diante percebi que tinha algo de especial e que tinha
sido notada de alguma forma. Já participei também de corais na igreja, mas o
que realmente me fez mudar foram os incentivos na internet com concursos e
áudios gravados.
Você já tentou uma
participação no Ídolos e já foi contatada pela produção do Raul Gil uma vez.
Pode nos contar esses dois episódios?
- Na verdade tentei
3 vezes o ídolos. É uma experiência válida, porém é um programa de Tv, e tem
muitas coisas armadas pra dar audiência. Na verdade eu mandei meu material para
a produção do programa Raul Gil e recebi uma resposta muito positiva. A
produtora disse que eu era talentosa, mas que nenhum quadro do programa se
encaixava no meu perfil naquele momento.
Você pretende
continuar tentando Ídolos ou algum outro Show de Talentos?
- Já falei muitas
vezes que não tentaria mais ídolos. The voice eu acho muito difícil e feito pra
pessoas que já vivem de música. Sou uma simples professora de inglês que nunca
cantou na noite nem foi backing vocal de nenhum cantor famoso. O futuro a Deus pertence.
Sua preferência em
cantar músicas internacionais é evidente. Além de ser professora de Inglês, tem
algum outro motivo para tal?
- Sou muito fã de
músicas internacionais. Cresci ouvindo rádios mistas que tocam MPB e músicas
internacionais dos anos 70,80 e 90. Acho com mais facilidade instrumentais de
todos os tipos pra músicas lá de fora. Tenho uma ligação forte com a língua e
me identifico mais.
Um comentário
recorrente sobre o seu trabalho diz respeito a você se preocupar mais com o seu
jeito de cantar nas músicas do que a forma que elas pedem para ser
interpretadas. Sua opinião?
- Acho que as
pessoas deveriam se observar mais cantando antes de tecer comentários desse
tipo. O que seria da música se todos cantassem do mesmo jeito? Cada um canta e
interpreta canções do seu jeito. Se eu chamei atenção de alguma forma, é pq
tenho um estilo próprio que agrada a grande maioria. Nem Jesus agradou a todos
né? Eu vou agradar? Imagina.
Antes provocar
“discussões”, o que quer dizer que você é notória e tem conteúdo, do que
receber a indiferença?
- Eu tento evitar
discussões ao máximo, pois não gosto de enfiar na cabeça alheia as minhas
opiniões. Porém não posso negar que as vezes incomodamos por sermos diferentes
e ter opinião própria e acabamos virando assunto dos comentários alheios.
Prefiro ser notória que esquecida (risos).
Quais as suas
expectativas para a batalha contra a Giu?
- A Giuliana é uma
menina muito talentosa e nos tornamos amigas por meio desses concursos. Temos
estilos completamente diferentes e isso foi algo muito difícil. Espero que a
escolha tenha sido certa e que numa próxima vez possamos gravar algo
"realmente" juntas.
Por fim, quem você
gostaria de enfrentar na final?
- Não tenho uma
preferência. Todos são excelentes artistas, cada um com seu estilo e talentos.
Estou muito feliz por chegar até aqui e mesmo que aos trancos e barrancos
passando por dificuldade, eu possa levar coisas boas e enriquecedoras.

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