terça-feira, 12 de março de 2013

O passado-presente de Bruno Brixel



Bruno Vieira Brixel, 17 anos, terminou a primeira fase da competição na primeira colocação geral. Um dos mais misteriosos competidores, o curitibano revela que a melancolia é uma de suas forças. Estudante de Jornalismo, namorando, o jovem Bruno conta um pouco do seu sempre presente passado.

Estuda o que?
Estudo Jornalismo (vou começar ainda).

E o que um jovem musicalmente talentoso tem a oferecer para o Jornalismo?
Eu nunca soube o que fazer de curso ao certo, só sabia que não queria fazer música (o que é sempre uma surpresa pras pessoas). E acabei sentindo uma afinidade muito grande pelo Jornalismo, principalmente por ser uma área ampla e que pode me abrir portas também no meio musical. Tanto que o que eu gostaria era de seguir carreira na área do jornalismo cultural.

Por que você não quer fazer música?
Ah, então. Eu tenho uma visão muito diferente sobre a música do que a abordada em cursos assim. O foco que eu tenho é outro. Eu não gosto de teoria musical, por exemplo, tenho a música como algo muito mais intuitivo do que racional.

Você possui/mantém algum projeto na área do Jornalismo já?
Eu tinha começado um blog focado em resenhas de CDs e coisas relacionadas a música junto com uma amiga minha. Mas nós dois estávamos muito atarefados e o projeto acabou ficando de lado.

Falando em projeto, você estava com um projeto musical chamado Antíteses. Pode explicar como funciona? O que te fez criar esse projeto?
Eu componho já faz alguns anos, mas fazia basicamente só músicas em inglês para um projeto antigo. Mas ano passado começou a me dar uma coceira pra compor em português, tanto por sentir uma afinidade maior com a nossa língua pra escrever principalmente, quanto por questão de acesso ao público daqui (é muito difícil "vingar" aqui cantando em inglês somente). Daí, eu resolvi compor algo de brincadeira e postei no soundcloud, e o feedback foi ótimo. Depois disso me animei e consolidei o Antíteses com um EP "A Porta Secreta". Aliás, tudo é composto/arranjado/executado/gravado por mim, e com pouquíssimos recursos (a ponto de gravar com o microfone da webcam).

Qual a história por trás de "A Porta Secreta"?
"A Porta Secreta" foi surgindo de pouquinho. Eu comecei a me inspirar pra fazer as letras/músicas com base num relacionamento meu da época. Eu andava meio infeliz com certas coisas e, como sempre, usei a música como válvula de escape. E assim foram surgindo músicas separadas que depois se encaixaram no EP, fazendo uma sequência, quase uma "história" em si.

E qual gênero/estilo segue esse projeto?
Bem, é uma mistura de gêneros como MPB, indie, folk e alternative.

Você tem um gosto musical mais diferenciado. Quais suas influências?
Acho que minhas influências mais diretas tanto pra composição como performance são artistas/bandas como Paulinho Moska, Lenine, Cícero, Glen Hansard, Dir en grey, La Dispute, Queens Of The Stone Age, Nine Inch Nails e Marilyn Manson.

Existe um mito sobre escritores e compositores de que é mais fácil escrever quando se está triste. Grandes obras surgiram assim. Como funciona, para você, tanto nas suas composições quanto na sua escrita?
Eu concordo plenamente com isso. Eu comecei a escrever e me aventurar pela música devido a uma certa melancolia que eu sentia. Eu tenho essa veia melancólica/nostálgica por natureza. E encontrei na arte um refúgio que muitos encontram na religião, por exemplo. Bem, já dizia Kierkegaard, no mais profundo desespero que a gente se encontra de verdade. Mas, por mais que eu tenha encontrado essa minha essência na melancolia, eu procuro variar um pouco e buscar inspiração em coisas corriqueiras da nossa vida.

E por causa dessa melancolia, as pessoas não te julgam ter um espírito velho? Você se considera com um gosto mais maduro?
Não sei se me julgam assim, mas eu acho que tenho um espírito velho mesmo. Não digo que tenho um gosto mais maduro por achar um pouco de pretensão eu assumir algo assim haha. Mas eu tenho uma relação muito forte com o passado.

Você raspou seu cabelo. Por quê?
 Então, eu raspei por causa do meu melhor amigo. Eu, mesmo tendo passado na federal, acabei não indo no banho de lama nem nada porque esse meu amigo não tinha passado. Mas agora esses dias saiu a segunda chamada, e ele conseguiu entrar. E como eu considero ele como um irmão nós dois raspamos o cabelo e sofremos um trote da família dele haha.

Quem você gostaria de enfrentar na final?
Provavelmente o Cícero ou a Giuliana, até agora gostei muito das performances dos dois e acho que seria interessante disputar uma final com um deles.

Queria deixar o link pra quem quiser conhecer meu trabalho haha 
http://www.facebook.com/Antiteses

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