quinta-feira, 10 de julho de 2014

A mente profana de um príncipe encantado

De uma cidade com apenas 30 mil habitantes, sem cinema e Karaokês, vem Luiz Gabriel Martins. O jovem de 18 anos garante que, a exemplo de Mirassol D’Oeste, de pequeno só a altura. Sua grande voz é um desafio que ainda plana horizontes na vida musical, mas talvez, seus pensamentos estejam focados em outro assunto. Luiz conta que, no amor, sua personalidade está mais para príncipe encantado:


1 - Como começou a sua paixão pela música?
Eu sempre gostei muito de música desde quando era pequeno. Sofri muita influência da minha irmã porque, quando ela era adolescente e eu era criança, ela ouvia muito pop, o que me fez gostar de Britney, Xtina, Westlife... Mas por mim mesmo, a primeira música que eu lembro de me ter apaixonado foi na minha pré-adolescência quando assisti o filme da Hannah Montanna e ouvi The Climb. Acho que esse foi o estopim da minha paixão pela música.

2 - Miley ainda te influencia?
Não mais. Eu não gosto muito dessa fase dirty dela. Não posso negar o talento que ela tem, nem o fato de ela ter uma voz muito bonita, assim como os lives serem bons (quando ela não tenta dançar). Mas não, ela não me influencia mais.

3 - Quais são os artistas mais presentes na sua musicalidade, então?
Com certeza a primeira da lista é a Christina Aguilera. Posso citar outros nome como Beyoncé, OneRepublic, Taylor Swift, Sia, Coldplay, P!nk, Paramore e tal. Mas a Christina me ganhou há um tempo quando lançou Burlesque. Até então, eu não me interessava muito em conhecê-la pelo fato de as pessoas criticarem muito o álbum Bionic. Mas depois que eu comecei a ouvir as músicas antigas e até as "atuais", eu me apaixonei. Me apaixonei principalmente pela voz, depois me apaixonei pela sinceridade nas composições de suas músicas e assim fui me apaixonando pelo resto das coisa, como a bondade para com o mundo e aquela beleza estonteante.

4 - Mas ela está presente no seu repertório?
É estranho responder essa pergunta porque eu não tenho um repertório (risos). Eu sou completamente amador na produção de música. Eu nunca tentei levar isso além do meu quarto ou do meu chuveiro. Eu toco meu violão e canto e é só isso. Essa é a minha primeira competição e eu estou adorando.

5- Você disse que está adorando a sua primeira participação numa competição mas, ao mesmo tempo, já pensou em desistir. Por quê?
Eu adoro quando consigo gravar algo legal. Eu ainda não estou de férias da faculdade, então estou sem tempo para gravar e às vezes da vontade de desistir. Mas eu estou fazendo o possível. Eu sou perfeccionista e às vezes eu gravo algo e não fica bom e eu fico puto e quero jogar tudo pro alto. Mas depois eu me acalmo e tento de novo HAHAH

6 - Você sente dificuldades por conta disso?
Eu sinto muita dificuldade em produzir música porque eu não entendo disso na teoria. Eu não manjo dos paranauê de mudar o tom da música e tal. Então é muito, muito, muito difícil eu encontrar uma música que se encaixe na minha voz. Já me falaram muito que meu timbre é diferente dos demais e eu estou começando a acreditar nisso porque não é qualquer coisa que eu consigo cantar. Então sim, é muito difícil.

7- O que você pensa sobre o seu timbre?
Eu realmente não sei responder essa pergunta. Eu percebo que ele é diferente quando canto. Ele não se parece com algo que eu já tenha ouvido. Tipo: "ah, sua voz é parecida com a de fulano". Eu nunca ouvi isso. Quando canto, eu posso dizer que uso 50% do que eu tenho. Eu tenho a impressão de que a minha voz é muito grande pro controle que eu tenho. Eu só consigo cantar afinado se eu cantar até o limite de 50%. Se eu passar disso eu desafino. Então quando os jurados falaram que faltava algo na música eu acredito que seja o resto da minha voz que eu não consigo usar com controle.

8- A música representa o que na sua vida?
Eu sempre fui uma pessoa muito segura na vida. Por motivos pessoais eu sempre gostei de estar num lugar onde eu não corresse riscos. Planejo tudo na minha vida pra nada dar errado. Então, por isso, eu nunca tentei levar a música a um patamar mais elevado do que um hobbie. Eu tenho uma paixão enorme pela música, mas não tenho coragem o suficiente pra fazer disso a minha vida. Estou na metade da faculdade de Direito. Talvez quando eu estiver estável financeiramente eu possa elevar esse hobbie a uma categoria de "hobbie público" HAHAH

9- Não canta nem em Karaokê?
Não tem isso na minha cidade.

10- Uma história sua com a música:
Mês passado teve um sarau na minha faculdade organizado pelos estudantes mesmo pras pessoas mostrar o que sabiam fazer. Eu nunca divulguei nada meu então eram pouquíssimas as pessoas que sabiam que eu cantava. Então eu me inscrevi e não contei pra ninguém. Lá no dia que o pessoal ficou sabendo que eu ia cantar e eu via na cara de todo mundo que eles estavam com pena porque achavam que eu ia passar vergonha. Então eu tomei coragem e cantei Nobody Knows da P!nk e foi incrível ver a expressão de surpresa na cara de todo mundo. Foi uma das melhores experiências da minha vida.

11- Canção marcante?
Fighter, da Xtina, com certeza, é minha música preferida e minha promessa de tattoo. Me ajudou a passar por muitos momentos difíceis na vida. Eu quero escrever "thanks for making me a fighter" em algum lugar, provavelmente nas costas. Minha segunda ideia de tatoo.

12- Qual foi a primeira?
Ela é meio profana (risos).

13- E a vida romântica?
Na minha relação, eu estou mais para o príncipe encantado. Estou esperando o meu sapo se transformar no meu príncipe.

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