De
uma cidade com apenas 30 mil habitantes, sem cinema e Karaokês, vem Luiz
Gabriel Martins. O jovem de 18 anos garante que, a exemplo de Mirassol D’Oeste,
de pequeno só a altura. Sua grande voz é um desafio que ainda plana horizontes
na vida musical, mas talvez, seus pensamentos estejam focados em outro assunto.
Luiz conta que, no amor, sua personalidade está mais para príncipe encantado:
1 -
Como começou a sua paixão pela música?
Eu sempre gostei muito de música desde quando era
pequeno. Sofri muita influência da minha irmã porque, quando ela era
adolescente e eu era criança, ela ouvia muito pop, o que me fez gostar de
Britney, Xtina, Westlife... Mas por mim mesmo, a primeira música que eu lembro
de me ter apaixonado foi na minha pré-adolescência quando assisti o filme da
Hannah Montanna e ouvi The Climb. Acho que esse foi o estopim da minha paixão
pela música.
2 -
Miley ainda te influencia?
Não mais. Eu não gosto muito dessa fase dirty dela. Não
posso negar o talento que ela tem, nem o fato de ela ter uma voz muito bonita,
assim como os lives serem bons (quando ela não tenta dançar). Mas não, ela não
me influencia mais.
3 -
Quais são os artistas mais presentes na sua musicalidade, então?
Com certeza a primeira da lista é a Christina Aguilera.
Posso citar outros nome como Beyoncé, OneRepublic, Taylor Swift, Sia, Coldplay,
P!nk, Paramore e tal. Mas a Christina me ganhou há um tempo quando lançou
Burlesque. Até então, eu não me interessava muito em conhecê-la pelo fato de as
pessoas criticarem muito o álbum Bionic. Mas depois que eu comecei a ouvir as
músicas antigas e até as "atuais", eu me apaixonei. Me apaixonei
principalmente pela voz, depois me apaixonei pela sinceridade nas composições
de suas músicas e assim fui me apaixonando pelo resto das coisa, como a bondade
para com o mundo e aquela beleza estonteante.
4 -
Mas ela está presente no seu repertório?
É estranho responder essa pergunta porque eu não tenho um
repertório (risos). Eu sou completamente amador na produção de música. Eu nunca
tentei levar isso além do meu quarto ou do meu chuveiro. Eu toco meu violão e
canto e é só isso. Essa é a minha primeira competição e eu estou adorando.
5-
Você disse que está adorando a sua primeira participação numa competição mas,
ao mesmo tempo, já pensou em desistir. Por quê?
Eu adoro quando consigo gravar algo legal. Eu ainda não
estou de férias da faculdade, então estou sem tempo para gravar e às vezes da
vontade de desistir. Mas eu estou fazendo o possível. Eu sou perfeccionista e
às vezes eu gravo algo e não fica bom e eu fico puto e quero jogar tudo pro
alto. Mas depois eu me acalmo e tento de novo HAHAH
6 -
Você sente dificuldades por conta disso?
Eu sinto muita dificuldade em produzir música porque eu
não entendo disso na teoria. Eu não manjo dos paranauê de mudar o tom da música
e tal. Então é muito, muito, muito difícil eu encontrar uma música que se
encaixe na minha voz. Já me falaram muito que meu timbre é diferente dos demais
e eu estou começando a acreditar nisso porque não é qualquer coisa que eu
consigo cantar. Então sim, é muito difícil.
7- O
que você pensa sobre o seu timbre?
Eu realmente não sei responder essa pergunta. Eu percebo
que ele é diferente quando canto. Ele não se parece com algo que eu já tenha
ouvido. Tipo: "ah, sua voz é parecida com a de fulano". Eu nunca ouvi
isso. Quando canto, eu posso dizer que uso 50% do que eu tenho. Eu tenho a
impressão de que a minha voz é muito grande pro controle que eu tenho. Eu só
consigo cantar afinado se eu cantar até o limite de 50%. Se eu passar disso eu
desafino. Então quando os jurados falaram que faltava algo na música eu
acredito que seja o resto da minha voz que eu não consigo usar com controle.
8- A
música representa o que na sua vida?
Eu sempre fui uma pessoa muito segura na vida. Por
motivos pessoais eu sempre gostei de estar num lugar onde eu não corresse
riscos. Planejo tudo na minha vida pra nada dar errado. Então, por isso, eu
nunca tentei levar a música a um patamar mais elevado do que um hobbie. Eu
tenho uma paixão enorme pela música, mas não tenho coragem o suficiente pra
fazer disso a minha vida. Estou na metade da faculdade de Direito. Talvez
quando eu estiver estável financeiramente eu possa elevar esse hobbie a uma categoria
de "hobbie público" HAHAH
9-
Não canta nem em Karaokê?
Não tem isso na minha cidade.
10-
Uma história sua com a música:
Mês passado teve um sarau na minha faculdade organizado
pelos estudantes mesmo pras pessoas mostrar o que sabiam fazer. Eu nunca
divulguei nada meu então eram pouquíssimas as pessoas que sabiam que eu
cantava. Então eu me inscrevi e não contei pra ninguém. Lá no dia que o pessoal
ficou sabendo que eu ia cantar e eu via na cara de todo mundo que eles estavam
com pena porque achavam que eu ia passar vergonha. Então eu tomei coragem e
cantei Nobody Knows da P!nk e foi incrível ver a expressão de surpresa na cara
de todo mundo. Foi uma das melhores experiências da minha vida.
11-
Canção marcante?
Fighter, da Xtina, com certeza, é minha música preferida
e minha promessa de tattoo. Me ajudou a passar por muitos momentos difíceis na
vida. Eu quero escrever "thanks for making me a fighter" em algum
lugar, provavelmente nas costas. Minha segunda ideia de tatoo.
12-
Qual foi a primeira?
Ela é meio profana (risos).
13-
E a vida romântica?
Na minha relação, eu estou mais para o príncipe
encantado. Estou esperando o meu sapo se transformar no meu príncipe.

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